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terça-feira, 1 de maio de 2012

Como Morreremos?

Por John Blanchard



Woody Allen, o famoso diretor de filmes, roteirista e ator, disse certa vez: "Não tenho medo de morrer. Só não quero estar lá quando isso acontecer". Esta citação incomum é famosa, mas fatalmente defeituosa. Deus tem, em seu calendário, a data da morte de cada pessoa. E não há nada que alguém possa fazer para cancelar ou adiar este compromisso designado por Deus. "Não há nenhum homem que tenha domínio sobre o vento para o reter; nem tampouco tem ele poder sobre o dia da morte" (Ec 8.8).



Para milhões de pessoas ao redor do mundo, a inevitabilidade da morte traz um sentimento de tristeza à vida. Damien Hirst, o artista britânico conhecido internacionalmente (cuja fortuna é estimada em mais de 300 milhões de dólares), disse ao Dayly Telegraph Review: "A morte é definitivamente uma tema em que eu penso todos os dias... Você tenta evitar isso, mas é uma coisa tão grande que você não pode evitar".

A Bíblia fala sobre muitos que, "pelo pavor da morte", estão sujeitos à escravidão por toda a vida" (Hb 2.15). Em casos inumeráveis, as algemas de tais pessoas foram forjadas pelo temor do desconhecido. Como o professor Edgar Andrews disse: "A incerteza gera o temor. E o temor produz escravidão mental, traz infelicidade inescapável à vida e rouba dos homens a paz e a alegria duradouras". No entanto, este cenário preocupante não deve incluir os cristãos, especialmente porque eles têm a segurança de estarem "em Cristo" (2 co 5.17), aquele que realizou o que John Owen chamou de "a morte da morte". Quando temos um entendimento claro do que isso significa, uma expressão resume o modo como devemos nos aproximar da morte inevitável, e essa expressão é com gratidão.

Primeiramente, devemos ser gratos pelo fato de que, na providência e Deus, fomos poupados da morte até que fomos salvos. Uma vez em minha infância e duas vezes em minha adolescência, fui resgatado da morte. Como adolescente, quando eu estava em minha ilha nativa de Guernsey, caí em um enorme barril de água no vinhedo onde meu pai trabalhava e fui salvo somente porque aconteceu que um trabalhador passava por lá no momento da queda. Anos mais tarde, eu nadava à meia-noite nos mares agitados em frente aos rochedos da costa sul da ilha e estava em perigo de afogar-me, quando fui resgatado por um nadador mais forte. Pouco tempo depois, escorreguei enquanto tentava passar por um despenhadeiro; em desespero, minha mão agarrou uma planta bastante forte para segurar-me. Se eu não tivesse sobrevivido nesses três incidentes, não poderia ter escrito este artigo, e meu espírito estaria agora em "abismos de trevas" (2 Pe 2.4), aguardando a sua união com meu corpo ressurreto, para que eu seja lançado, em corpo e alma, no inferno.

Quando os discípulos de Jesus retornaram de uma missão de pregação, regozijando-se com os resultados admiráveis que tinham visto, Jesus lhes disse: "Alegrai-vos, não porque os espíritos se vos submetem, e sim porque o vosso nome está arrolado nos céus" (Lc 10.20). À medida que nossa vida terrena prossegue em direção ao seu fim inevitável, devemos ser constantemente gratos pelo fato de "ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8) e de que Deus nos poupou até que nos trouxe à apropriação da morte e ressurreição de Cristo realizadas em nosso favor.

Segundo, devemos ser gratos porque temos sido preservados. O apóstolo João escreveu com o coração entristecido a respeito daqueles que "saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos" (1 Jo 2.19). Embora fossem membros da igreja organizada e visível, a sua deserção mostrou que eles não tinham parte na promessa de que "aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mt 24.13). Quando pensamos em nossa própria vida, levando em conta não somente os muitos "perigos, labutas e armadilhas", do hino de John Newton, mas também dúvidas, temores, provações, tentações, defeitos, fracassos, comprometimento e covardia, bem como as ocasiões em que caímos em algum pecado que nos assediava "tenazmente" (Hb 12.1), quão gratos devemos ser pela bondade e misericórdia de Deus. Quando acrescentamos a solene verdade de que cada um de nós compartilha do testemunho de Paulo no sentido de que "em mim, isto é, na minha carne, não habita bem nenhum" (Rm 7.18), não importando há quanto tempo somos crentes, temos de considerar como mais do que um pequeno milagre o fato de que temos sido preservados.

Quando visitei a Biblioteca Billy Graham, perto de Charlotte (Carolina do Norte), o item que mais me impressionou foi a lápide de pedra rústica que marca o sepulcro de Ruth Bell Graham, a esposa do evangelista. Ela morreu aos 88 anos, em 14 de junho de 2007. A lápide contém uma aprazível inscrição: "Fim da Construção – Obrigado por Tua Paciência". À medida que nos aproximamos da morte, devemos ser constantemente gratos a Deus por sua paciência e graça sustentadora.

Em terceiro, devemos ser gratos pela promessa do que está adiante. Em abril de 2010, no funeral de Malcom McLaren, empresário da banda de rock Sex Pistols, o seu carro fúnebre estava envolvido com um dos versos de uma das canções da banda: "Muito rápido para viver, muito rápido para morrer". McLaren havia levado uma vida deslumbrante, caótica, glamorosa, agitada e dispendiosa. Atrás do carro fúnebre, uma carruagem que levava os enlutados tinha um sinal que indicava o suposto destino de McLaren: "Lugar Nenhum". Sim, a aniquilação não é mais do que pensamento anelante e não elimina, de modo algum, a terrível verdade de que os ímpios encaram "o castigo eterno" (Mt 25.46). Para os cristãos, a perspectiva é maravilhosamente diferente:

Pense no que estará ausente. "E lhes enxugará dos olhos toda lágrima, e a morte já não existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram" (Ap 21.4). Não haverá mais tentações a enfrentarmos, cargas a levarmos, culpas a lamentarmos, doenças a combatermos, perguntas sem resposta a desconcertar-nos, ignorância a humilhar-nos, desejos insatisfeitos a frustrar-nos. Nada que contaminou e maculou nossa vida na terra estará lá para nos envergonhar. Não haverá arrependimentos, remorsos, pensamentos de coisas passadas, desapontamentos e causas perdidas. E o melhor de tudo é que não haverá o pecado em nós para nos infestar. Como disse J. I. Packer: "Não haverá nenhum pecado no céu, pois aqueles que estão no céu não o terão mais em si para pecarem de alguma maneira". Não é surpreendente que Davi tenha clamado a Deus: "Na tua presença há plenitude de alegria, na tua destra, delícias perpetuamente" (Sl 16.11).

Pense nos que estarão presentes. O céu é o lar de "incontáveis hostes de anjos" (Hb 12.22), incluindo querubins, serafins e arcanjos, seres que nunca pecaram e têm louvado e servido a Deus em unidade gloriosa e harmoniosa desde o momento de sua criação. Todo o povo redimido de Deus – uma "grande multidão que ninguém podia enumerar, de todas as nações, tribos, povos e línguas" (Ap 7.9) – estará no céu.

E o melhor de tudo é que o nosso Salvador estará lá. Desde que minha querida esposa, Joyce, foi chamada para o lar, no ano passado, tenho permanecido na certeza de que, como a sua lápide afirma, ela está agora "com Cristo, o que é incomparavelmente melhor" (Fp 1.23), compartilhando da inconcebível bem-aventurança desfrutada pelos "espíritos dos justos aperfeiçoados" (Hb 12.23). Um amigo meu, cego desde os 18 anos de idade, gosta de dizer: "A próxima pessoa que verei será Jesus". É impossível imaginar a maravilha do que significará ver a Jesus "como ele é" (1 Jo 3.2). No entanto, no cumprimento do plano de Deus de que seu povo seja conformado "à imagem de seu Filho" (Rm 8.29), a Bíblia mantém uma promessa ainda mais admirável: "Seremos semelhantes a ele" (1 Jo 3.2). Que perspectiva impressionante! Considerando as indicações de João, em 1 João 3, seremos santos como Jesus é santo, seremos justo como ele é justo, seremos puros como ele é puro. Até os crentes mais fracos na terra serão membros gloriosos do que D. L. Moody chamou de "a aristocracia de santidade". Admiravelmente, não nos sentiremos inconvenientes na presença de Cristo.

Ora, como morreremos? Talvez não tenhamos uma jornada fácil pelo "vale da sombra da morte" (Sl 23.4); talvez seja prolongada e dolorosa. Não importando o quanto a nossa paciência (e a nossa fé) seja provada, devemos fazer essa jornada inevitável com gratidão pelo fato de que por meio da insondável graça de Deus fomos salvos da penalidade do pecado, conhecemos a bondade e a misericórdia de Deus em preservar-nos na fé. E podemos estar seguros de que, como escreveu John Bunyan, "a morte é apenas uma passagem de uma prisão para um palácio". Com uma mão trêmula, apenas três dias antes de sua morte, D. Martyn Lloyd-Jones escreveu, em um pedaço de papel, para sua esposa, Bethan, e para sua família: "Não orem por cura. Não me impeçam de ir para a glória". Não há honra para nosso Pai celestial quando relutamos em ir para o lar. Ironicamente, à luz de sua opinião sobre a segurança eterna, John Wesley pôde dizer sobre os seus primeiros metodistas: "Nosso povo morre bem". Se morrermos com um coração grato, faremos o mesmo.

Nota: A esposa de John Blanchard partiu para estar com o Senhor em 17 de fevereiro de 2010.

Dr. John Blanchard é um evangelista, apologista, autor e conferencista. Ele reside em Banstead (Inglaterra). É o autor de inúmeros livros, incluindo "Por que Acreditar na Bíblia", "Em Busca da Paz", "Perguntas Cruciais", publicados pela Editora Fiel e do Best-seller Does God Believe in Atheists?



Traduzido por: Francisco Wellington Ferreira
Editor: Tiago Santos
Fonte: Editora Fiel

quarta-feira, 4 de abril de 2012

DEUS ODEIA PECADORES, E NÃO SOMENTE O PECADO!



Deus em si mesmo é justo. Deus é perfeito e consistente em todos os Seus Atributos. Para poder perdoar o ímpio a Justiça de Deus deve primeiro ser satisfeita, e a Ira de Deus apaziguada.


Alguém deve se interpor, alguém deve intervir, alguém tem que fazer alguma coisa e deve estar entre esses dois lados, Um que seja Deus e também homem.
Nós colocamos nossa esperança no homem, Deus mesmo deve intervir para satisfazer a sua Justiça, apaziguar sua Ira e tornar possível expressar seu amor na Salvação do homem perverso.
Deixe-me falar por um momento sobre algo que vai ser bastante ofensivo para você, vou falar um pouco sobre o Ódio de Deus.
Responda essa pergunta: Quantos já ouviram um sermão sobre “O Ódio de Deus”? Com certeza poucas pessoas. Muitas pessoas podem dizer: “Deus não pode odiar, Deus é Amor!
A verdade é: Deus é amor, portanto, ELE DEVE ODIAR! Deus deve odiar?
Vamos dar alguns exemplos:
Você ama bebês? Se você ama bebês então deve odiar o aborto!
Você ama Judeus? Se você ama Judeus então você deve odiar o Holocausto!
Você ama a Liberdade? Se você ama a Liberdade você deve odiar a escravidão!
Não tem como ser neutro nessas situações, se você realmente ama o que é certo, o que é perfeito, o que é bom então você também odiará e se oporá contra tudo que contradiz aquele padrão.
Deus ama tudo o que é certo, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é bom, todas as virtudes, mas Escritura após Escritura na Bíblia nos diz que: “Sua Ira é manifesta contra toda impiedade! Rm 1:18″ Sua Ira é manifesta contra toda impiedade!
Salmos 5:5 – Os loucos não pararão à tua vista; odeias a todos os que praticam a maldade.
Todos devem conhecer aquela frase maravilhosa que diz assim: “Deus ama o pecador e odeia o pecado”, mas prestando atenção neste texto vemos que não é isso que a escritura diz! Este versículo não diz que o Ódio de Deus é manifesto contra as obras dos homens maus, e sim que “O Ódio de Deus é manifesto contra aqueles que cometem tais obras!”
O Ódio de Deus não é como o nosso sentimento pecaminoso, mesquinho ou egoísta, o Ódio de Deus é a reação de um Deus Santo contra os homens que são perversos! E quem são esses homens? Todo homem que já nasceu, um filho de Adão.
Algumas pessoas dizem: “Irmão Paul, Deus me salvou”! E quando as pessoas dizem isso eu amo perguntar: “Do que Ele te Salvou?” “Ele me salvou do meu pecado” Porém eu respondo: “Errado, Deus não te salvou dos seus pecados! Ele te salvou dEle mesmo”.
Existem várias passagens que nos preparam para encontrar Deus. “Deus é Santo, “Ele não suporta iniquidade”, “Seus olhos são tão puros”, mas a Ira de Deus é revelada contra toda a Injustiça.
Imagine, você e os seus pecados encontrando um Deus Santo, a única resposta é: Ira. Mas Deus é Amor, isso faz parte do Seu caráter, Ele é capaz de amar, revelar e demonstrar amor para os alvos da Sua Ira. É como se com uma mão, Deus estivesse retendo Sua Justiça contra esse mundo e a outra clamando aos homens para vir de encontro a salvação. Mas um dia as duas mãos serão abaixadas.
“Céu é Céu, porque Deus esta lá”, isso é real e é verdade, mas o contrário não é verdade “Inferno é Inferno porque Deus não está la” não é isso que as Escrituras ensinam, o Inferno é a Ira de Deus Todo Poderoso, é a Sua Perfeita Justiça revelada contra o Homem por toda a eternidade.
Talvez você nunca tenha ouvido isso, porém, se você ler livros antigos descobrirá que isso é o que velhos pregadores sempre disseram. Hoje em dia pouco é falado sobre esse assunto e o motivo é: querem igrejas grandes!
Precisamos ser alertados! Todos os Homens precisam saber!
Deus estende a Sua Mão todos os dias para pessoas desobedientes e teimosas, mas, ao mesmo tempo a Ira de Deus está vindo sobre o mundo! Porque Deus é um Deus Justo e Santo.
Ao lermos o livro do Apocalipse vemos que a Ira de Deus virá de maneira tal que os homens, as grandes autoridades e líderes deste mundo clamarão para que as montanhas caiam sobre elas, para escondê-las da Ira do Cordeiro! Ap 6:16
Se você ainda não acredita na Ira de Deus pense nisso: Deus pode ser amoroso e não fazer nada contra a perversidade? Não. Deus pode ser Bom e hipoteticamente tolerar o mal? Não! Deus julgará todos os homens, grandes e pequenos.
Diante dessa situação a pergunta é: Como alguém pode ser salvo? A resposta é essa: A Cruz de Jesus Cristo!
O Cristo foi pregado na Cruz, e Ele morreu, e com Sua morte Ele satisfez a Justiça de Deus!
A Bíblia diz: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” Rm 3:23
A Bíblia diz: “O salário do pecado é a morte” Rm 6:23
Cristo se tornou homem, viveu uma vida perfeita, sob a Lei, foi pregado naquela Cruz e morreu a morte do Seu povo!
Morrendo daquela forma Jesus satisfez a Justica de Deus! E apaziguou a Ira de Deus.
Aceite a Jesus e viva de acordo com sua vontade, agindo assim você se livrará da Ira de Deus.



Publicado no Púlpito Cristão

terça-feira, 27 de março de 2012

SOCORRO! CORINHOS INVERTEBRADOS

Por Ir. Marcos Pinheiro

Lamentavelmente o louvor em muitas igrejas está em estado de coma. A igreja está sendo massificada por um amontoado de corinhos invertebrados, ou seja, sem pé nem cabeça onde o que vale não é se o que se canta é bíblico, mas se faz bem. A maioria dos corinhos cantados em nossas igrejas é uma apologia ao cristianismo de lagoa: esparramado e raso. Corinhos ingênuos, banais, tremelicosos, fragmentados, catárticos, aguados, tupiniquim, amebianos, tolos, de letra capenga, sem sentido, de música pobre e de teologia estropiada. Corinhos que não passam de quinquilharias e bugigangas, pois não têm um conteúdo bíblico denso, mas um conteúdo light-dietético, mais para ginga e requebro que para reflexão. Corinhos que insultam a Deus rebaixando-o ao nível infantil, pois apresentam Deus como “fada madrinha” ocultando Sua santidade. Têm ritmo e estridência, porém são vazios de letra bíblica. Quando na letra se fala de Jesus é para induzir as pessoas projetarem seus sonhos de consumo. São monocrômicos, isto é, pintados com uma só cor, ou seja, é sempre a mesma ladainha, a mesma lenga-lenga: beber nos teus rios, mergulhar nos teus rios, encher meus celeiros com os frutos da terra, voar nas asas do Espírito, Deus sonha os teus sonhos, Deus investe nos meus sonhos, os sonhos que Deus sonhou para mim, estar apaixonado por Jesus, quero te tocar, quero te abraçar, amamos louvar-te, viemos te louvar, subir o monte Sião, subir acima dos querubins, uma série de expressões invertebradas. Louvor não consiste de palavra sobre louvor, mas sobre o Senhor. Louvar não é dizer “amamos louvar-te”, “viemos te louvar”. O que Deus é, e faz é que nos leva a nos prostrarmos diante dEle maravilhados e, refletir sobre os seus atos, seu amor e sua graça em adoração. O monte Sião é uma tipologia do Evangelho e cada crente já está nele (Hb 12: 22-29). 


Subir acima dos querubins é problemático, pois quem quis subir acima dos querubins foi Satanás e foi expulso do céu (Is 14:13). Portanto, toda letra de cântico deve ser submetida ao exame bíblico. O certo não é o que se a pessoa canta lhe faz bem. O certo é o que está de acordo com a Bíblia. A música evangélica deve ter função pedagógica e não recreativa, ela não é acessório, nem adorno, nem passa tempo, nem é para variar o culto; ela deve ensinar as grandes verdades da fé cristã. Agostinho, um dos pais da igreja disse: “Se a música me proporciona mais deleite do que as próprias palavras, confesso prontamente que cometi um pecado grave”. 

Os hinos de Watts e Wesley instruíram inúmeras pessoas, de agricultores a nobres, nas grandes doutrinas cristãs. Lutero firmou a Reforma com suas pregações, seus escritos, mas muito mais com seus cânticos. Os cânticos devem ter uma recitação teológica, uma apresentação clara de doutrinas. Na ótica vertical a finalidade dos cânticos é a glória de Deus, na ótica horizontal é ensinar, instruir. Poucos são os corinhos que exortam à confissão de pecados, que falam de missões, da Bíblia como Palavra de Deus. A maioria de suas letras não canta a cruz, o sangue que purifica de todo o pecado, o túmulo vazio, o perdão dos pecados, o caminho estreito, a necessidade de arrependimento e santificação dos crentes. Canta-se vitória, mas não se canta integridade, renúncia e negação de si mesmo.

Nossa bandeira é Cristo e sua cruz. Qualquer cântico que conspurcar essa bandeira blasfema. Alguns dizem: “Os corinhos são necessários porque o culto tem que ser alegre”. Ora, somente aquele que sentiu seu pecado, clamou por misericórdia e recebeu o perdão tem alegria. Somente aquele que se angustia como Isaías, pode ter alegria: “Ai de mim que estou perecendo, porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o Rei, o Senhor dos Exércitos” (Is 6:5). Outros dizem: “A letra dos cânticos não interessa, o que importa é a intenção”. A verdade é que muitos querem um culto para se soltar e não para aprender as verdades Escriturísticas. Querem um agito e não reflexão. Observa-se que ao cantarem esses corinhos tremelicosos e catárticos, a congregação faz cara de quem sente dor renal, apertam os olhos com ar sofrido, e se requebra. Se o louvor satisfaz a necessidade de balanço é um louvor medíocre.

A adoração em espírito e em verdade é a consciência do Sagrado e o quebrantamento diante do Senhor. O que conta na adoração é a contrição e não a recreação. A verdadeira adoração nos leva a uma séria reflexão sobre os atributos e atos de Deus, e Ele deve ser exaltado na fala de adoração. Ninguém pode ser um palhaço e um adorador. O mais grave disso tudo é que os “ministros” de louvor se preocupam em manter a congregação eufórica e satisfeita consigo mesma, ora através de seus berros, ora através de sua voz embargada. Ninguém merece esse tipo de “ministração”! Os compositores, cantores, e “ministros” desses corinhos invertebrados se colocarão um dia sob o juízo do Altíssimo por sabotarem e desvirtuarem algo tão sagrado como a adoração e por pensarem que Deus é um bobalhão. O verdadeiro louvor produz o grito de Isaías: “Ai de mim”.

O ministério da saúde tem se mostrado preocupado com os jovens brasileiros no que diz respeito à alimentação. O consumo de hambúrguer, cachorro quente, batata frita e refrigerante tem sido assustador pelos jovens. Isso acarreta uma série de doenças. Há igrejas vivendo de hambúrguer, cachorro quente, batata frita e refrigerante, ou seja, vivem de louvorzões movidos a corinhos invertebrados, por isso estão na UTI. Corinhos sem pé nem cabeça treinam as pessoas a adorarem apenas com a metade de sua mente e a metade de sua sinceridade e seriedade, pois tendo a consistência de chiclete produz sensação agradável, mas não dá profundidade. Nesse contexto, as pessoas passam a obter prazer na música e não nas palavras.

Hinos e cânticos em nossas igrejas precisam de doutrina correta para edificar. Necessitamos de uma hinologia bíblica e teologicamente correta. Queremos cânticos ricos na sã doutrina, em conformidade com a fé que uma vez foi dada aos santos (Jd 3). Socorro! Chega de corinhos invertebrados. Abaixo os corinhos sem pé nem cabeça!

sexta-feira, 23 de março de 2012

Ora vem, Senhor Jesus

“Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus.”Ap 2.20 




Entre os últimos versículos da Bíblia, encontramos essa promessa divina: Certamente cedo venho. Nosso Salvador, depois de detalhar os desafios e mistérios do apocalipse, nos assegura a iminência da sua volta. Num momento, num abrir e fechar de olhos  ele virá! Essa promessa é um grande conforto àqueles que têm o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamam “Aba, Pai” mas serve como um alerta solene àqueles que vivem ainda em rebelião contra seu Criador. Ele virá mais cedo do que você imagina e mais cedo do que você espera.

Paralelo a esta promessa divina, notamos neste versículo que há um desejo particularOra vem, Senhor Jesus. Este desejo denota, primeiramente, uma concordância com a proclamação do Deus Soberano. É o filho que olha para seu Pai e diz: “Venha o teu reino; seja feita a tua vontade, assim na terra, como no céu” (Lc 11.2). Mas não somente por submissão à vontade de Deus, mas por genuinamente ansiar que o Deus infalível cumpra seu querer. O filho verdadeiro sente conforto quando seu Pai está no controle. Creio que a oração Ora vem, Senhor Jesus é o desejo profundo do filho de Deus que tem deixado de ajuntar tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam. É como se ele clamasse: Não há nada na depravação deste mundo que me satisfaz. Ora vem Senhor Jesus! Venha e salva-nos da miséria da nossa própria depravação. Venha e resgata-nos dos nossos planos e sonhos egoístas. Venha e mostre-nos o que é glória verdadeira e paz eterna. Ora vem Senhor Jesus!
Ao começar um ano novo, devemos refletir sobre a promessa que Deus nos deixou. Antes que termine o dia, pode ser que Cristo volte. Antes que chegue o final da semana, pode ser que ele venha. Antes que acabe este mês, pode ser que ele cumpra sua promessa. Que a iminência da sua volta leve-nos a clamar como clamou o apóstolo João: Ora vem, Senhor Jesus.  Venha antes do nascer do sol e leva-nos àquela cidade onde não há sol, porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada (Ap 21.23). Ora vem, Senhor Jesus!


Direto do Blog Fiel

segunda-feira, 19 de março de 2012

Culto não é sinônimo de produto, Cristão não é sinônimo de cliente

Por Sidney Menezes

Já a algum tempo tenho me perguntado porque as pessoas passaram  a ir em cultos somente para receber algo, tornado o templo um mercado (imagino Jesus entrando nos templos atuais e fazendo outro escândalo pelos mesmos motivos que o fizeram expulsar os marcadores do templo em Jerusalém). A resposta me veio quando percebi que os líderes atuais estão pregando mensagens e adaptando os cultos segundo as necessidades e desejos das pessoas, no intuito de atrair cada vez mais fiéis assim tendo maior arrecadação financeira para arcar com as demandas denominacionais como rádios, tv's, jornais e etc.

Logo, mensagens que não agradam as pessoas como pregações sobre santificação, viver diário com Cristo, renúncia de desejos, vontades e etc., deram lugar a mensagens de prosperidade, vitória, bençãos e etc.

Não é difícil perceber que que tal doença é causada pela forte influência de modismos, filosofias e teorias mundanas. Tais influências vão mais longe do que alguém pode pensar,  como administrador, posso afirmar que estes métodos  em muito se parecem com as leis que regem o mercado. 

A verdade é que esta nova forma de se pregar o evangelho e alcançar pessoas  acabou por tornar o evangelho e os nossos tão belos sacramentos em produtos guiados não pelas leis de Deus, mas pelas leis de Smith, Taylor e Fayol, ou seja, o que rege a pregação do evangelho não é Marcos 16.15, mas a lei de oferta e demanda. Olhe bem, as pessoas passaram de ir a um culto não para adorar e comungar,  agora vão para consumir o culto. Os líderes por sua vez agora buscam novos métodos para encherem os seus templos de fiéis, adequando o produto (evangelho) ao gosto do cliente (fiéis). 

Qual o gosto do cliente no  culto que você freqüenta? Alguns gostam de boas músicas, outros querem vitórias e bênçãos. O fato é que são esses fatores que irão definir a forma que o culto será conduzido (Tarde da benção, noite de adoração, cruzada de milagres). Fico a me perguntar até quando implantação de métodos não interfere na essência do evangelho.  

Embora tais afirmações não possam ser generalizadas, pois existem muitas exceções, percebe-se que essa é uma moda que está se alastrando como a peste negra nas igrejas e causando a morte de milhares. 

Utilizando conceitos como postponment estão moldando o evangelho na fôrma das necessidades humanas, o prostituindo.O pior é que estão até utilizando o justin-in-time para preparar os  sermões, provocando palavras vazias de Deus e de Bíblia que não provocam mudanças nas pessoas, formando uma multidão que enchem o templos mas com o seu templo pessoal vazio de Deus. 

Como li outro dia em Cartas a Malcolm do Lewis: "Devemos nos lembrar que a ordem dada a Pedro foi 'Apascenta as minhas ovelhas', não 'Faz experiências com meus ratos' ou, então, 'Ensina novos truques aos meus cães amestrados'".  


Fonte: IDE

quinta-feira, 15 de março de 2012

Quem está certo: o bispo universal, o missionário internacional ou o apóstolo mundial?

 Por Ciro Sanches Zibordi

Na atualidade, há três igrejas conhecidas como evangélicas que, apesar de terem Deus no nome, não têm pregado o verdadeiro Evangelho. Elas “arrastam” multidões. Pessoas se acotovelam para ouvir “outro evangelho”, e não o Evangelho (1 Co 15.1,2; 2 Co 11.3,4. Gl 1.6-12; 1 Tm 6.3,4).

Refiro-me a três grandes igrejas, cujos templos estão sempre lotados. A maior delas ainda não conquistou outros planetas, mas a sua meta é crescer em nível universal. A segunda maior também está em boa parte do globo terrestre; trata-se de uma igreja internacional. E a terceira também não deixa por menos. Conquanto menor do que as outras, já se considera mundial.

Estou falando de três líderes carismáticos, telepregadores muito bem-sucedidos em seus negócios. Os dois primeiros fundaram a primeira igreja, de abrangência universal. O segundo e o terceiro saíram da primeira. O mais rico (está entre os mais ricos do País!) tem um reino à sua disposição. O segundo mais rico é um milionário, quer dizer, um missionário cheio de graça, que prega, canta, conta piadas... E o terceiro vem suando bastante (a ponto de os fiéis recolherem o seu suor!) para demonstrar que a sua igreja tem muito poder.

Essas igrejas aparecem na mídia todos os dias e têm muitos seguidores — você pode ser um deles! —, mas não pregam, como já disse, o verdadeiro Evangelho. A primeira prega o evangelho da prosperidade. A segunda, o evangelho triunfalista, à base de confissões positivas. E a terceira, o evangelho experiencialista e místico.

Os auditórios dessas igrejas, em geral, são formados por três tipos de pessoas, nessa ordem: interesseiras que frequentam cultos prioritariamente para se tornarem empresárias ou saírem de uma crise financeira; interesseiras que vão aos cultos para receberem curas, bens materiais ou soluções de problemas; e interesseiras que frequentam os cultos para receberem milagres. Jesus também era seguido por multidões de interesseiros. A diferença é que Ele pregava a verdade, o que fazia com que muitos deixassem de segui-lo (Jo 6.60-69).

Bem, a primeira igreja, de abrangência universal, contraria o que diz a Bíblia acerca do Reino de Deus, que “não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Rm 14.17), ao priorizar a prosperidade material. Deus faz prósperos os seus filhos (Sl 1; 23; 37), mas um crente que só pensa em dinheiro e bens materiais está longe de agradar ao Senhor Jesus (Mt 6.19-21; 1 Tm 6.9,20; Ef 5.5).


A segunda igreja, de abrangência internacional, não prioriza a graça do Senhor Jesus, posto que promove um culto antropocêntrico, centrado nas necessidades humanas. As pessoas não frequentam os cultos primeiramente para adorar ao Senhor, e sim para receberem bênçãos, como se Deus fosse aquele bom velhinho do Pólo Norte... Deus abençoa o seu povo, mas o nosso culto deve ser cristocêntrico, isto é, em adoração e louvor a Cristo (1 Co 1.22,23; 2.1-5). A oração modelo não começa com “O pão nosso de cada dia nos dá hoje”, e sim: “Pai nosso que está nos céus, santificado seja o teu nome” (Mt 6.9).

Finalmente, a terceira igreja, de abrangência mundial, apresenta um culto aos milagres. Tudo gira em torno de sinais, prodígios, curas... Há problema nisso? Claro que sim! O Senhor Jesus, quando andou na terra, ficou o tempo todo curando os enfermos e fazendo milagres? Não! Ele ensinava, pregava e curava, nessa ordem (Mt 4.23; 11.1). Ele ensinou mais que pregou; e pregou mais que curou. Além disso, pregar o Evangelho não é pregar milagres, pois estes são o efeito da pregação do Evangelho (Mc 16.15-20). Por isso, na hierarquização que Deus estabeleceu para os dons do Espírito, milagres e curas aparecem depois de apóstolos, profetas e doutores (1 Co 12.28).


Qual é o líder que está com a razão, visto que estão se digladiando há algum tempo? O bispo universal, que só prega a teologia da prosperidade, não fazendo jus à definição bíblica de Reino de Deus? Ou o missionário cheio de graça, conhecido em âmbito internacionalOu ainda o apóstolo mundial que faz da pregação de milagres o seu carro-chefe, deixando de pregar o Evangelho pleno, composto de promessas, mandamentos e princípios?

Enquanto os aludidos bispo, missionário e apóstolo disputam para ver quem é o melhor, sigamos o Bom Pastor, o nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 10.11,27,28). Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14.6).


Amém?

Retirado do Blog do Pr. Ciro